Episódio 7 de Lanternas ganha destaque da crítica e prepara grande final.
O penúltimo episódio da primeira temporada de Lanternas, “The Jordan Boys’ Legacy”, chegou à HBO…
Depois do caos que tomou conta de Rushville em “Lights Out”, Lanternas muda completamente o ritmo em “Bad Optics”. O sexto episódio abandona boa parte da ação dos capítulos anteriores e transforma a morte de Hal Jordan no verdadeiro coração da temporada.
E essa mudança funciona justamente porque o episódio entende que, antes de ser uma história sobre anéis, alienígenas e poderes cósmicos, Lanternas é uma história sobre pessoas.
Encontramos John Stewart anos depois dos acontecimentos que marcaram sua passagem como Lanterna Verde. Agora vivendo uma vida distante dos super-heróis, John trabalha como arquiteto e tenta construir uma existência completamente separada daquele passado.
Mas Rushville continua sendo uma ferida aberta.
A morte de Hal faz John retornar à cidade e, pouco a pouco, percebemos que aquilo não representa simplesmente o fim de um antigo mentor. Existe uma relação extremamente complicada entre os dois — marcada por admiração, ressentimento, culpa e, principalmente, coisas que nunca foram ditas.
O episódio consegue transformar o relacionamento entre John e Hal em algo muito mais pessoal.
Uma das melhores decisões de “Bad Optics” é fazer Hal dominar o episódio mesmo estando morto.
Ele aparece através de lembranças, gravações, objetos e principalmente através das consequências de suas escolhas.
O funeral é um dos momentos mais interessantes do capítulo. John acaba sendo responsável por fazer o discurso sobre Hal, e a situação consegue misturar humor desconfortável com uma verdadeira sensação de perda.
É quase como se John estivesse tentando decidir quem Hal Jordan realmente foi.
Herói? Mentor? Homem arrogante? Amigo? Ou alguém que simplesmente nunca conseguiu abandonar o papel de Lanterna Verde?
O episódio não entrega uma resposta simples.
“Bad Optics” também retoma a pergunta que abriu a série:
Quem matou Hal Jordan?
A investigação deixa de ser apenas uma questão policial e começa a assumir proporções maiores.
John começa a perceber que os últimos momentos da vida de Hal podem esconder informações importantes sobre tudo o que aconteceu em Rushville.
O anel de Hal também volta a ser extremamente importante.
John chega a recuperar o anel, o que cria uma das maiores tensões do episódio: será que ele realmente abandonou o legado dos Lanternas ou existe uma parte dele que ainda pertence àquela vida?
A série deixa essa questão no ar de maneira inteligente.
E então temos um dos momentos mais aguardados do episódio: Guy Gardner. Interpretado por Nathan Fillion, Guy entra na história trazendo uma energia completamente diferente. Enquanto John é introspectivo, traumatizado e extremamente desconfiado do universo dos Lanternas, Guy aparece com uma postura muito mais arrogante e confiante. A dinâmica entre os dois funciona imediatamente.
Guy também representa uma importante conexão entre Lanternas e o restante do Universo DC. O episódio faz referências diretas a Metropolis, Superman, Gotham e aos acontecimentos maiores desse universo, algo que praticamente não havia acontecido nos primeiros episódios.
Mas o mais interessante é que essas referências não parecem existir apenas para criar fan service. Elas ajudam a estabelecer uma realidade em que os Lanternas não estão isolados do restante do DCU.
A relação entre John e Guy é provavelmente o elemento mais divertido do episódio. Guy claramente enxerga John como alguém que desperdiçou uma oportunidade que ele gostaria de ter recebido. John, por outro lado, não parece impressionado.
As provocações entre os dois funcionam porque existe uma história por trás daquela rivalidade. Quando John lembra Guy de que ele só possui o que possui porque John recusou o cargo, a conversa ganha outro peso. Guy pode ser arrogante, mas John ainda possui algo que ele não consegue ignorar: experiência.
Apesar de ser uma série de super-heróis, “Bad Optics” fala principalmente sobre legado. O que acontece quando alguém abandona aquilo que deveria ser seu destino? O que acontece quando outra pessoa assume esse lugar? E, principalmente: até que ponto podemos fugir de quem fomos?
John passou anos tentando deixar os Lanternas para trás. Mas a morte de Hal o obriga a olhar novamente para esse passado. E talvez o maior conflito do personagem não seja descobrir quem matou Hal. Talvez seja decidir o que fazer com aquilo que Hal deixou para ele.
“Bad Optics” é um episódio de transição, mas não parece apenas uma ponte para os capítulos finais. Ele reorganiza completamente a temporada. Depois de “Lights Out”, a série poderia simplesmente continuar aumentando a escala da ameaça. Em vez disso, ela diminui o ritmo, volta para John, revisita Hal e reconstrói o mistério.
E isso torna o episódio especialmente importante.
A chegada de Guy Gardner expande o universo da série, enquanto o mistério envolvendo Hal mantém a história principal funcionando. Agora, com apenas dois episódios restantes, a grande pergunta não é somente quem matou Hal Jordan.
É também: John Stewart conseguirá finalmente aceitar o legado que passou tanto tempo tentando abandonar?
E talvez seja justamente essa a pergunta que vai definir o futuro de Lanternas.
“Bad Optics” não precisa de grandes batalhas para mostrar a força de Lanternas. É um episódio sobre consequências, legado e personagens — e prepara o terreno para a reta final da temporada.
O penúltimo episódio da primeira temporada de Lanternas, “The Jordan Boys’ Legacy”, chegou à HBO…
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